Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005

du Bocage

Passam hoje duzentos anos da morte de Manuel Maria Barbosa du Bocage. Aqui celebra-se não a morte mas o poeta, infelizmente pouco estudado, vilipendiado até.


Ao Padre José Manuel de Abreu e Lima,
que, aproveitando-se da prisão do autor, lhe
tomara o primeiro acto do drama «A Restauração
de Lisboa» e, completando-o, o pôs em cena como seu


 


Em vão, Padre José, padre ou sacrista,
De magra cachimónia, estéril pena,
Encaixas do Salitre sobre a cena
D'alta Lisboa a célebre conquista.


Bocage dentre as grades pede vista
Contra um roubo, mais certo que o de Helena;
E a cómica Talia te condena
Dos plagiários vis a andar na lista.


De «Afonso» houveste às mãos acto primeiro,
Fruto do pobre autor encarceredo,
E deste a consciência por dinheiro.


Roubaste-o por o ver encafuado?
Cuidas talvez que é cova o Limoeiro?
Ora treme de o ver ressuscitado!

publicado por maratonista às 14:10
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3 comentários:
De Anónimo a 26 de Dezembro de 2005 às 10:22
O Bocage era um ganda maluko e um ganda fodilhão! JAJAJA!!!KLATUU
</a>
(mailto:balloon_lab@hotmail.com)
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2005 às 13:19
Venho desejar um Natal cheio de paz e muito amor junto daqueles mais chegados e que dão mais valor à vida.
Um Abraço desta amiga virtual.
Feliz Natal.Ofeliazinha
(http://www.ofeliazinha.weblog.com.pt)
(mailto:ofeliazinha@sapo.pt)
De Anónimo a 21 de Dezembro de 2005 às 22:18
Nunca foi poeta das minhas preferencias, mas tiro-lhe o chapéu (se o tivesse, que isso é acessorio só de verão) pelo género em que prima(ou). foi o único sítio onde vi a referencia. Beijinhosofia
(http://otecto.weblog.com.pt)
(mailto:otecto@gmail.com)

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