Sexta-feira, 20 de Agosto de 2004

Vamos a ver o que é que sai

Esta é uma experiência


estou a fazer em html


não sei o que é que vai dar.


experiência com cores.


 

publicado por maratonista às 14:41
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tentativas de um neófito.

Bolas! ando a fazer experiências com o html aqui no blog mas isto não está a sair como eu queria. Não se admirem, pois, que apareçam por aqui coisas estranhas.
publicado por maratonista às 14:13
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João Benard da Costa

No Público de hoje mais um artigo de João Bénard da Costa, que eu leio sempre. É um artigo "em memória" e vale a pena ler. Tem continuação na próxima semana e eu já "estou em pulgas".
A quem não se lembre: João Benard da Costa, director da Cinemateca, era o apresentador/seleccionador de uma série de filmes que passou à anos no 2º canal da RTP e onde se podia ver (e gravar como eu fiz) grandes filmes de outros tempos. E aprender com o que ele explicava.
publicado por maratonista às 09:50
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2004

Um susto logo pela manhã

Eduardo Prado Coelho na sua coluna do Público de hoje (O fio do horizonte) diz algo que me assusta um pouco.
Patrick Le Lay director do canal francês TF1:
"No fundo o trabalho da TF1 é ajudar a Coca-Cola, por exemplo a vender o seu produto. Para que uma mensagem publicitária seja recebida e percepcionada, é preciso que o cérebro do espectador esteja disponível. As nossas emissões têm por missão torná-lo disponível. O que nós vendemos à Coca-Cola é o tempo do cérebro disponíven"("Le Monde" 11/12 de Julho de 2004).
Vocês leram bem? Vendem o tempo disponível do nosso cérebro!!!
Eduardo Prado Coelho comenta, e muito bem:
"As palavras impressionam pelo seu cinismo despudorado."
publicado por maratonista às 09:57
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2004

A menina que escrevia poesia

Havia uma menina que gostava de fazer poesia. Em vez de ir brincar para o quintal preferia pegar em papel e lápis e começava a juntar palavras até elas fazerem sentido da maneira como ela as via dentro de si. Quando acabava largava as folhas pelo chão do quarto, deixava de se interessar por elas. Sabia que a mãe pegava no lixo que ela fazia e o deitava no caixote do lixo e depois, ao fim do dia, ia polo lá fora para ser levado. Durante os anos da sua meninice ela fez muitos poemas; gastou muitas folhas a por o que sentia e via com os seus olhos de menina. Mas o tempo passa e a menina fez-se rapariga, com todos os sonhos e desejos que as raparigas de todo o mundo têm. E depois do tempo e ser rapariga veio o tempo de ser mulher, como em toda a parte do mundo acontece. Veio a carreira. Veio o compromisso com outra pessoa. Vieram os filhos. Enfim veio tudo o que é comum na vida vir a acontecer com a sucessão de alegrias, tristezas e problemas que têm de ser resolvidos.
Um dia, já com algum cansaço da vida, numa visita a casa dos pais, trocava confidências com a mãe, e esta apercebendo-se desse cansaço, quiçá desilusão, foi buscar uma mala que tinha guardada por cima do guarda-fatos. Disse-lhe:
- Quero mostrar-te uma coisa. Quando eras pequena brincavas pouco mas escrevias muito e coisas muito bonitas. Durante estes anos todos guardei estas folhas como uma preciosidade para mim. Era a ternura da minha menina derramada em folhas de papel. Agora acho que precisas de ir ao encontro dessa menina que já foste.
E abrindo a mala deu-lhe a ler aqueles versos que a menina que ela fora escrevera.
E enquanto lia, com lágrimas nos olhos, aqueles versos ela reencontrou a menina dentro de si.

(É um conto a pedido e um pouco de rajada, espero que gostem)
publicado por maratonista às 11:44
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Na memória

Cenas de filmes que merecem ser relembradas, por serem tocantes.

Finalmente Domingo, de Truffaut – quando a secretária (Fanny Ardant, Fanny Ardant) volta atrás e passa devagar diante a janela da cave onde está escondido o patrão, sabendo que ele olhava sempre as pernas das mulheres que passavam.

Beleza Americana, de Sam Mendes – a filha do protagonista, Jane, sempre vestida de negro, com a amiga no quarto, sendo fimadas pelo rapaz da casa em frente, e enquanto a amiga, a beleza americana, fica a janela em pose, ele lança um sorriso (acho que o único durante todo o filme) pelo espelho, sabendo que ele estava a ver.

A Janela Indiscreta, de Hitchcock – o fotógrafo (James Stwart) olhando da sua janela a, como ele lhe chamava, miss coração solitário, que encenava um encontro no seu apartamento e levantava uma taça com champanhe. E ele pega também num copo e acompanha respondendo ao simulado brinde.

Cinema Paraíso, de Tornatore – na cena final quando o interprete princípal(Jacques Perrin) vê a montagem feita com os pedaços de filme cortados para censurar, pedaços com dezenas e dezenas de cenas de beijos, e começa a chorar, convulsivamente , ele que foi o único que os viu todos.
publicado por maratonista às 10:45
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Uma referência

Vem no JL nº 883 (já está o nº 884 nas bancas) um conto de José Luís Peixoto que vale a pena ler (valem sempre a pena os contos de J.L.Peixoto). As mãos e as vozes, de seu título, é talvez um pouco triste, como a maioria dos contos de J.L. Peixoto, mas há ali uma sensibilidade à flor da pele que nos faz sentir.
publicado por maratonista às 10:11
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2004

Ai, ai. Senhor presidente.

Lula2.jpg


Lula, presidente do Brasil apanhado em flagrante delito de encher o olho.
publicado por maratonista às 11:22
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Porque um dia não são dias

O dia começa com um sussurro
pois a manhã é feminina, há
promessas por cumprir, desejos
por mitigar, sonhos
por por realizarem.

O meio-dia é sol-aberto, som
no máximo volume, o meio-dia
é masculino, irrompe
paredes adentro, violando
obscuridades esquecidas.

Quando cai a noite, mitigadora
de cansaços diurnos, feminina,
ternurenta, com discos de
Ella Ftizgerald rodando, voz rouca
nos ouvidos, e a emoção
derramando corpos.
publicado por maratonista às 10:28
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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2004

...

olhos.JPG




Ai os teus olhos Madalena
como eles pecam
como eles fazem pecar
os meus neles pousados
ai os teus olhos Madalena.

como são pequenos
tamanhos de intensão
como se amanhã não fosse
dia de também amar.
Ai os teus olhos Madalena
que bem que eles me fazem
que bem que eles me põem.
Ai os teus olhos Madalena.

como são promíscuos
olhos de todos e para todos
se regalarem por um pedaço.
Ai os teus olhos Madalena
que belos me parecem à luz
do luar matreiro que os espreita
na noite escura.
Ai os teus olhos Madalena.
publicado por maratonista às 21:05
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