Segunda-feira, 9 de Agosto de 2004

in memória da menina do mar

Passear na praia ao fim da tarde ouvir o piar das gaivotas, em fundo o som do mar "protestando contra não sei o que). Ao longe vejo uma figura feminina. Apróximo-me e reconheço a figura, passo, por isso, ao largo e cotínuo o meu passeio. Agora sei: quando quiser reencontrar a Sophia é só passear junto ao mar.

"Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar"
Sophia de Mello Breyner Andresen
publicado por maratonista às 10:16
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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2004

Isabel Fraga

No penúltimo Jornal de Letras vem uma entrevista a escritora Isabel Fraga(filha de Maria Judite de Carvalho e de Urbano Tavares Rodrigues) feita por Rodrigues da Silva que acaba de uma maneira que me emociona.
"E, de súbito, abre-se numa confidência: «Sabe: a minha mãe lia-me sempre os livros dela antes de os publicar». Pego-lhe na deixa e como que respondo: «É pena ela não ter podido ler os seus». Isabal Fraga olha-me de frente e mesmo se não é para mim que fala, põe ponto final na conversa: «Ela, onde está, já os leu de certeza»."
O JL e as entrevistas de Rodrigues da Silva valem sempre a pena.
publicado por maratonista às 14:47
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Momentos 2

Os momentos, obviamente , duram o tempo contado pelo relógio do coração. Há quem viva a vida num momento e há momentos que duram toda a vida. Apesar de tudo a maior parte desses momentos tem uma duração efémera.
publicado por maratonista às 11:59
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Mommentos 1

Ele sentiu que o comboio parava em mais uma estação, levantou os olhos do jornal e olhou para fora curioso. Sentada num banco da plataforma uma jovem mulher levantou os olhos da revista que estava a ler, e os olhos dela encontraram os dele e por momentos, breves momentos que mediaram entre essa troca de olhares e a partida do comboio, ele viu o paraíso no olhar duma mulher, o paraíso que sempre tinha sonhado. Passaram-se os anos, mas ele nunca esqueceu aqueles olhos, aquele rosto. Encontro-os outra vez numa página de jornal, na secção de necrologia.
publicado por maratonista às 11:51
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Post atrasado

Julho, dia 27 e eu de férias. Lá fora o calor, mas isso o que importa. Para o coração, lá fora chove. Pior, tomara que chova para os outros se sentiram na merda como eu estou.
Eu sei, é a parte de narciso, que a todos toca, que está a conduzir os sentimentos. Só sei que…


Meu coração magoado
Está, sem culpa formada
(ups será que virei advogado)

acho melhor recomeçar

Como todo o animal eu
Tenho um coração que bate
Toque, toque, toque,
Às vezes mais devagar
Às vezes
Mais depressa bate,
Agora, tirando o
Relatório médico, o tipo
Está de pantanas.
Enfim o costume, mulheres.

È pá, espera aí,
Mulher,
Se faz favor.

Pronto, Ela,
A letra grande porque
A merece, a pesar de doer,
Tás contente tu(meu outro eu)
Raios passas a vida a
Emendar-me o dizer, pior
O sentir,
Não nos basta a dor para
Ainda estarmos a dar
Uma de Spartacos.
E ainda por cima com
O tio Freud a espreitar
Por cima do ombro.

Isto complicou-se
E a culpa é do champagne
(Bom, podia utilizar a rima
do Tom Waits, the computer
as ben drinking)
Mas
Cada um é o que é.

E isto,
Este striptese(porra como é que se escreve a palavra)
Emocional já está ir
Longe de mais.

Acabou-se
Ce fini
Kaput.
publicado por maratonista às 11:48
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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2004

Coisas que me chateiam

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Mamoa de Lamas

Começo a estar farto de ver monumentos ao ar livre conspurcados com restos de comida,sacos de plástico, beatas, étc. Em princípio quem vai visitar um monumento destes devia ter um pouco mais de civismo. Disse.
publicado por maratonista às 12:06
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2004

3 versinhos já antigos

desfolhada, rosa
espinhosa flor,
deixa, ainda, perfume
nas mãos que
a desfizeram

--------------------------------------

folha de papel em branco
nada pior, nada melhor,
tudo por fazer, tudo
por começar, um mundo
novo por criar, criança
a nascer chorando.

e a solidão, de quem
passa para o papel sentires,
quereres, ilusões, todo
um cosmos emocional,
ele próprio ansioso
por ser descoberto.

á volta o absoluto silêncio
obscenamente gritante de
uma alma não compartilhada.

-------------------------------------------
Ponho na tua boca palavras-pedra,
Por tanto te amar
O prazer de me magoar

Fazer tocar os sinos
Que avisam dentro de mim
O quanto tu queres
Que eu te queira assim

O quanto tu queres
Que o meu querer
Te faça ter enfim
O desejo desejado

deixa que eu te seduza
que te faça sentir mulher

que a minha mão
encontre no teu corpo
estremecimentos ternos
languidezas seduzidas
publicado por maratonista às 14:25
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Recordação

Esta a ouvir na rádio a Maria João a cantar uma música brasileira lindíssima(carinhoso ingénuo penso eu) e lembrei-me de quando punha a tocar um seu LP de jazz. E uma vez aconteceu poesia:

Maria João

Maria João, a música
encarnou em ti, “bluesmente”,
como se Manhattan
fosse nas Amoreiras
e o Tejo “speechasse” inglês.

Mas essas cordas vocais
são portuguesas,
falam Camões e Pessoa,

e o coração só transmite
o que o olhar
assustado pelas Tagides
apaixonadamente vê.
publicado por maratonista às 12:30
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2004

Só para exorcisar(ou em tempos escrevi isto II)

Olhei no olhos dela e senti que o que sentia não tinha sentido. Portanto deixei de sentir, foi fácil, apenas suicidei meus sentimentos. O problema é que já não sei quem sou. Sim porque quando deixamos de sentir deixamos de ser, apenas passamos a existir.
publicado por maratonista às 12:30
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Em tempos escrevi isto

Descendo a rua, sozinho como um cão vadio, vi a lua reflectida numa poça de sangue e pensei – tem graça, a lua ensanguentada. Só depois pensei que podia ser o meu sangue. E era.

publicado por maratonista às 11:52
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