Terça-feira, 5 de Abril de 2005

Lis, a primeira inspectora criminal portuguesa - Epílogo

Domingo. Depois da primeira semana a amansar feras o almoço em casa do Antonino com a mulher serviu para descomprimir. A mulher dele, D. Rita, era engraçada. Pequena, muito activa, falando “pelos cotovelos”, a mandá-lo pôr a mesa e ele pachorrentamente a obedecer-lhe olhando-a com ternura. Ah. Esta gente faz-me bem à alma.

Depois do café e enquanto bebiamos um brandy conversamos sobre o caso que me tinha calhado.

- O estratagema foi bom, disse o Antonino, mas se tornares a passar por cima do director regional arranjas complicações.

- Eu sei, respondi, mas não tinha solução mais justa.

- Podem contar? Perguntou D. Rita.

- Aqui a Lis, disse o Antonino, foi falar directamente com o procurador encarregado do caso. Negociou com ele apoios futuros e o facto de ser um caso que poderia trazer mais danos à já chamuscada imagem que o público tem da procudadoria. De maneira que vão avançar com uma acusação simples com seis meses de pena suspensa. Não é o que se queria mas depois da queixa apresentada e não retirada não havia volta a dar-lhe.

- Mesmo assim, disse Lis, ela fica com a carreira destruida e terá que se mudar para outra terra.

- O tempo cura tudo Lis.

FIM


PS. Esta estória está, eu sei, mal “atamancada” mas foi a maneira de vos apresentar a personagem, que voltará com algo mais elaborado.

publicado por maratonista às 15:36
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2005

Porque gosto de partilhar

Pelo meu aniversário a minha manita ofereceu-me um livro, Diário de Um Fescenino de Rubem Fonseca. Com dedicatória: "Parabéns pelos 50 anos ao meu mano "velho" dedico-te este livro especialmente pelo provérbio japonês da contra-capa pois sempre foste àvido do saber. - Bela"
Deixo-vos o provérbio e a sua continuação que julgo estar bem dentro do espírito deste blog:
"Os japoneses têm um provérbio: o sujeito começa a envelhecer quando não quer mais aprender. Meu provérbio é que o sujeito começa a envelhecer quando não quer mais amar, quando perde o entusiasmo pela comunhão sexual, não tem mais coragem de enfrentar a incandescência, os refinamentos eróticos e também as desilusões, aflições e a logística exasperante da aventura amorosa. É preciso, como afirma Don Juan do Molière, manter um olhar atento para os méritos de todas as mulheres, render homenagem a cada uma e pagar a cada uma o tributo a que nos obriga a natureza."
publicado por maratonista às 14:17
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2005

a acabar

Bom. Chegou o fim de semana. Ligeiramente complicada no trabalho, entregá-mos à tesouraria uma caterva de cheques no valor de quase 3 mihões de euros e depois chega-nos o tesoureiro e diz que entre os documentos e os cento e muitos cheques há uma diferença de 30 euros. Meia jorna a passar tudo "a pente fino", eu e a minha colega, e finalmente demos com o gato: uma troca de um algarismo das unidades com o das dezenas e pronto.
O Papa está a morrer. Sou agnóstico mas nestas coisas sigo-me sempre pela frase com que Miguel de Unamuno tem no princípio da obra "Do Sentimento Trágico da Vida":«...sou um homem, nenhum outro homem eu considero estranho...Nem o humano, nem a humanidade, nem o adjectivo simples, nem o substantivado, mas o substantivo concreto: o homem. O homem de carne e osso, o que nasce, sofre e morre - sobretudo morre -, o que come e bebe e joga e dorme e pensa e ama, o homem que vemos e a quem ouvimos, o irmão, o verdadeiro irmão.»
Mais não digo.
publicado por maratonista às 19:51
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João Benard da Costa, mais uma vez

Sexta-feira. Sexta-feira nem que chova. Como de costume, à sexta-feira, o jornal Público traz a crónica de João Bénard da Costa, A Casa Encantada. Hoje ele fala-nos de Júlio Verne que encantou tanta juventude de outros tempos. Para mim fica esse livro que me fez sonhar com outros lugares e aventuras: Miguel Strogoff, o mensageiro do czar.. Segundo JBC Julio Verne terá durado, como "leitura global", de 1860 a 1960.
Mas JBC começa a crónica não própriamente sobre Julio Verne mas com "...uma divagação gramatical sobre mistérios da língua portuguesa." Só para vos aguçar o apetite (que metáfora esta!):
«Diz-se "ir à América", mas ninguém diz "ir à Almada", diz-se "ir a Évora" mas nunca ouvi dizer "ir a Estónia".»
E agora brinco eu: ir à Estónia? Ah, então era esse o nome da rapariga.
publicado por maratonista às 10:53
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