Quarta-feira, 31 de Agosto de 2005

É assim

Se alguém me vier falar de D. Quixote direi que sempre gostei de Cervantes.
Se Manuel Alegre avançar eu voto nele.
Os perseguidores de sonhos e amantes de utopias sempre me viram a seu lado.
E além do mais, quanto a icones da República, sempre preferi aquela senhora que está representada na sede da nossa democracia, o Parlamento, com os seios desnudados e com a bandeira na mão a liderar a revolta.
publicado por maratonista às 11:42
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2005

Marcianos?

Está por aí o filme A Guerra dos Mundos, baseado no livro de homónimo de H. G. Wells, e que Orson Welles utilizou através de teatro radiofónico, nos anos trinta, para lançar o pânico na população. Anos mais tarde uma rádio nacional teve a mesma ideia com resultados parecidos. Agora o que não era de esperar foi o que aconteceu aqui em Braga já nos anos noventa. Uma rádio local decidiu lançar, mais uma vez, através das ondas do rádio, a obra teatralizada de A. G. Wells. População relativamente calma, apenas ligeiramente excitada com umas ambulâncias que passavam para um acidente. O pior foi no dia seguinte. No jornal da terra o senhor major responsável pela protecção civil, muito chateado, perorava contra os senhores da rádio que o tinham assustado com a invasão dos marcianos. Faltou perguntar ao senhor militar: como é que o senhor disse? Marcianos?

publicado por maratonista às 19:59
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2005

Recontre

Afinal já não vou fazer uma maratona em Outubro. Não ando com estabilidade psicológica suficiente para aguentar a dureza dos treinos para a maratona. Assim talvez para a Primavera volte a tentar treinar para uma.


Ontem, domingo, no jornal Público, mais um texto de João Bénard da Costa, no presente caso  às voltas com um conto de Guy de Maupassant, Recontre. Belíssimo conto que fala dos nossos medos "E é entre uma e outra hipótese que fica um medo enorme,  o medo das segundas ocasiões perdidas, o medo dos desencontros, o medo do fumo negro do comboio onde qualquer desvio é descarrilamento. O medo do medo. «Só se tem verdadeiro medo do que não se percebe»...Tanto medo de ter medo que deixamos de saber de que é que temos mais medo."

publicado por maratonista às 14:16
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2005

dois veículos

Hoje, quando saí às cinco da tarde do serviço, fui dar uma volta pelo centro da cidade e acabei por ter a felicidade de ver dois veículos históricos. O primeiro, a primeira e verdadeira bicicleta motorizada, uma VéloSoleX, preta, com o pequeno motor colocado abaixo do guiador, sobre a roda dianteira, estava à porta de uma casa de antiguidades, atada por uma corrente com cadeado a uma coluna romana. O outro veículo, um Trabant de 1990 (provavelmente da última série a ser construída) com matrícula portuguesa de Junho deste ano. O Trabant foi um carro construído na Alemanha de Leste (RDA) e seguia a filosofia do “forte e feio”, daí que aguenta-se bem tanto o clima do norte da Europa, com temperaturas negativas que chegam aos trinta e tal graus, como o clima Africano. Ao que parece alguém fez a sua importação e tem-no agora como veículo de fim-de-semana.
publicado por maratonista às 20:22
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2005

Leonor da Fonseca Pimentel

Hoje trago-vos um artigo de Inês Pedrosa na revista Única do jornal Expresso nº 1712. Sob o título A lição de Leonor, Inês Pedrosa escreve sobre uma mulher portuguesa do séc. XVIII que, até à data era totalmente desconhecida para mim.
"A 20 de Agosto de 1799, Leonor da Fonseca Pimentel foi enforcada, na Praça do Mercado de Nápoles, acusada de jacobinismo, ou seja, de «crime contra o Estado». Tinha 47 anos e atrevera-se a ultrapassar os limites estabelecidos da intervenção feminina - que devia cingir-se à caridade e à cultura, entendidas como flores apartadas da vida verdadeira - tornando-se a primeira mulher a dirigir um jornal político, o «Monitore Napoletano». Enquanto a Itália a conta entre os seus heróis - faz parte do Panteão dos Mártires da Liberdade, em Nápoles - esta extraordinária figura intelectual e activista esteve duzentos anos esquecida em Portugal, o que só pode espantar mestes estrangeiras, porque é um clássico da tradição lusitana de desmemória e autodestruição este feito de desdenhar os seus e embasbacar diante de qualquer arremedo de novidade sancionada pelo exterior...
...Leonor sabia já aquilo que a Irlanda descobriria no séc. XX e que Portugal, no séc. XXI, ainda não descobriu: que é a qualificação dos cérebros, e não os quilómetros de cimento, o que faz avançar um país. E que, sem esse máximo denominador comum dos direitos humanos e da busca do conhecimento, não há Europa."
Um livro de ensaios sobre ela saiu em 2001: Leonor da Fonseca Pimentel - a Portuguesa de Nápoles, coord. de Teresa Santos e Sara Marques Pereira, Livros Horizonte.
publicado por maratonista às 14:25
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

penitência

Tenho que fazer uma penitência. No post "Dois Camilos" cometi uma imprecisão sem desculpa. Escrevi que Camilo Castelo Branco se tinha suicidado na prisão devido ao processo de adultério, o que émanifestamente incorrecto. Alguém me comentou a referir a imprecisão. E é que não há mesmo desculpa, tenho comigo dois livros de Sousa Costa que falam do drama de Camilo C. B.; a primeira edição de Grandes Dramas Judiciários (Tribunais Portugueses) de 1944 e Camilo No Drama Da Sua Vida numa edição de 1959. Li, ao longo da minha vida, estes livros muitas vezes, não tenho portanto desculpa (e sou demasiado orgulhoso para tentar encontrar uma). Quanto a Ana de Castro Osório embora não tenha escrito "preto no branco" que ela correspondia à paixão de Pessanha isso transparece no meu texto...e mantenho. Não basta ler, é preciso entender o que está para lá do texto. Quanto às razões de Pessanha para se "refugiar" no ópio é claro que é uma opinião e julgo que não só minha.
publicado por maratonista às 20:40
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Terça-feira, 23 de Agosto de 2005

Fim de dia II

Sete e meia da tarde. No corpo, um dia de trabalho com começo às oito e meia da manhã e termo às cinco da tarde, uma hora e um quarto de treino em terreno acidentado e debaixo de trinta graus e temperatura. E duas cervejas frescas que, (devia ser santificado quem inventou a cerveja fresca), ajudaram a relaxar. Enquanto espero pelo jantar espreito Fedor Dostoievski – Humilhados e Ofendidos. Leio a primeira e última frases da obra:
”O ano passado, em 22 de Março, ao fim da tarde, sucedeu-me uma estranha aventura.”
”E eu li no seu olhar: «Podíamos ter vivido sempre felizes juntos!»”
Paro de ler, esta sensação de “deja vu” assola-me .
publicado por maratonista às 19:58
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el gatito

gatito.JPG
Ontem tive quase todo o dia sem net. Fiquei chateado. Agora que consegui por o MSN Messenger a funcionar no trabalho é que isto anda assim. Para compensar tenho uma máquina fotografica digital nova; uma Sony DSC-S60. E comprei um gato de madeira para fazer companhia ao meu computador.
publicado por maratonista às 14:11
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2005

Dois Camilos

Trago-vos hoje umas coincidências que notei recentemente com dois grandes nomes da literatura portugues, Camilo Pessanha e Camilo Castelo Branco. Um era poeta - Pessanha. O outro romancista - Castelo Branco. Mas para além da coincidência do nome próprio, Camilo, ambos se apaixonaram, absolutamente, por mulheres com o primeiro nome Ana; Castelo Branco por Ana Plácido e Pessanha por Ana de Castro Osório. Ambos os amores acabaram mal; Camilo Castelo Branco suicida-se na prisão de pois de um doloroso processo de adultério posto por esse burguesinho idiota do Porto, Pinheiro Alves, marido de Ana Plácido, e Camilo Pessanha morre no Oriente, refugiado no ópio por agruras do coração. Mas ambos também foram amados por elas. E, em ambos os casos, ambas estavam à altura deles. Ana Plácido teve uma carreira literário, escreveu sob pseudónimos, sobretudo poesia, e esteve na luta que se travou para que as mulheres tivessem também o direito de votar. Ana de Castro Osório, também com trbalho no campo literário e cívico. diz-se que pode ser considerada como a fundadora da literatuta infantil em Portugal.

publicado por maratonista às 20:43
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005

Ser

Sou um indio sioux cavalgando o meu mustang na planície deserta, solitário.

Para trás a tribo perdida, assassinada, por soldados azuis.

Sou um falcão peregrino voando alto nos céus, fugindo

da sua sombra nas nuvens poluidas das cidades.

Sou um tuareg espreitando pela fresta do turbante

os jeeps ocidentais a passear no deserto.

Sou um marinheiro no seu bote, sozinho

no meio do tempestuoso oceano.



A água e o ar alimentam e marcam o meu rosto

o fogo o meu coração.

publicado por maratonista às 14:47
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