Quarta-feira, 17 de Agosto de 2005

queixas de um maratonista

Tou chateado. Queria fazer a a Maratona do Porto em 2 de Outubro mas para isso é preciso já estar a treinar no duro. Só que com este calor a coisa está difícil. Ontem fiz 1H10 com variações de velocidade e hoje fiz 1H15 em percurso acidentado. Treinos a partir das cinco da tarde e na estrada. Resultado: estou um bocado desidratado. Das duas uma: ou este calor abranda ou vou ter que desistir de ir à maratona. Até ao fim do mês tem que ficar tudo decidido.

publicado por maratonista às 20:40
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Terça-feira, 16 de Agosto de 2005

Para começar a semana

Isto está mau. Não tenho "net" no trabalho desde o começo da semana passada e já começo a ficar desconfiado do motivo. O meu computador faz parte da rede do Ministério da Saúde e como está tudo e rede ligados ao servidor do IGIF do Ministério da Saúde, além de que em Agosto do ano passado aconteceu o mesmo, desconfio que alguém foi de férias e pensam que os outros também foram. O que me vale é ter "net" em casa. E AGORA VAMOS AOS FOGOS!


Gonçalo Ribeiro Telles, arquitecto paisagista, professor universitário, ambientalista e alguém por quem eu ponho as mãos no fogo diz, no JL nº 909, num artigo sobre Joaquim Rodrigo (1912-1997) (aliás a pessoa a que Lisboa deve verdadeiramente o parque de Monsanto):


A falta de políticas de ordenamento florestal continua a ser a principal causa dos inúmeros fogos que todos os verões assolam Portugal. A ausência de corredores, de acessos às matas, e a substituição da floresta tradicional por monoculturas secas de crescimento rápido, de pinheiro e eucalipto, funcionam como um verdadeiro rastilho, queimando hectares e hectares de terra por ano. "O que de facto está a arder em Portugal, são povoamentos mono específicos de eucaliptos e pinheiros bravos, é matéria prima para a indústria de celulose e por isso é que os fogos não se conseguem apagar."
Penso que isto explica muita coisa que os nossos governantes não conseguem explicar e resolver.


Para acabar um toquezinho de humor. No mesmo JL, Alexandre Pastor na sua crónica Carta da Suécia (que desconfio que deve ter dado um ataque de fúria ao embaixador da Suécia):"...cansado de não conseguir ensinar aos recrutas a noção de esquerda e direita, o sargento sueco explicou nestes termos:«Pensem que no pé esquerdo o dedo grande está à direita dos outros dedos, e no pé direito o dedo grande está à esquerda dos outros dedos.»"

publicado por maratonista às 20:37
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2005

Um beijo

Eu por vezes nem acredito que estas coisas acontecem. Juro. Estou eu, e um outro camarada de corridas, a treinar no circuito à volta do lago. Os bancos de pedra, que estão posicionados à volta do lago, estão ocupados por casalinhos a namorar. Reparo então que um desses casalinhos, com idades a rondar os 16/18 anos, está a beijar-se longamente. Ele está de costas para nós, ficando ela de frente. Ao longo de quatro ou cinco voltas reparei que a rapariga estava a beijar de olhos abertos… fixos nos meus. A “micar-me”. Com raios e coriscos… a fulana estava a engatar-me!
Eu sei que está calor; os corpos aquecem e as emoções transparecem. Eu sei que não aparento o meio século de vida. Eu sei que estes namoricos/relações nestas idades são fogo-fátuo. Mas porra… quando se beija assim, longamente, deve-se estar a empenhado a cem por cento.
Ou então sou eu que sou um ingénuo.
publicado por maratonista às 19:59
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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2005

agosto, 2005


  • A Brigit Jones está de volta.
  • O cheiro a queimado que anda no ar será só dos incêndios ou também do governo?
  • Esses trolhas que dão pontapés na bola e que ganham milhares e milhares de contos por mês voltaram de férias para satisfação geral dos romanos. Ainda bem que não falta o pão.
  • A nossa Susana Feitor foi buscar, finalmente, uma medalha que já merecia à muito.
publicado por maratonista às 14:02
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2005

Eduardo Miragaia

Pois é minha gente (senhoras minhas, meus senhores), volta e meia aqui vos falo de algumas publicações que merecem a minha atenção. No presente caso, e não é a primeira vez, a revista Epicur.


O editor da revista, Eduardo Miragaia, tem uma secção intitulada Puro e Duro onde zurze esta canalha toda, que no país manda e desmanda às vezes com o despudor de uma prostituta que bate a calçada da esquadra da polícia ao meio-dia. Intitulado o artigo Corifeus (vejam no dicionário), aqui vos deixo um pequeno extracto:
...vou a dois caso de que sou testemunha...


O contructor (in)civil X almoça num restaurante de luxo com uma vereadora da câmara X... No final, pede a conta e solicita ao empregado que meta na mesma factura o custo do almoço que uns dias antes juntou o presidente da câmara X e diversos políticos que delinearam a estratégia eleitoral para a autarquia...


E outra: o ministro X pediu ums reunião no menistério com o presidente da multinacional X... na citada reunião, o galarote esgrimiu, ao nível do insulto, o facto da multinacional ter posto cobro ao contracto que a ligava a um empresário português...Os estrangeiros, atónitos, justificaram as causas e deslindaram o caso, até porque existiam vigarices que os impossibilitavam de manter o contracto de importação...O ministro X ficou encostado às tábuas...O ministro X que, por sinal, é advogado de um escritório de onde o português que perdeu o contracto é cliente...


Senhor editor Eduardo Miragaia que nunca lhe doem as mãos de zurzir estes corifeus, é o meu desejo. Eu continuarei a comprar a revista - pelo prazer e pelo direito à verdade.
publicado por maratonista às 20:00
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2005

Acontece

Isto está um calor que "sufeca".
Hoje tive que fazer uma pausa no treino, estou a pagar a asneira que fiz ontem. Isto de ir às cinco da tarde fazer mais de uma hora de corrida na estrada, debaixo de um sol abrasador e com uma temperatura de quase quarenta graus é de tolos. Depois, é claro, fica-se desidratado.
Agora fica a pergunta: o que é que faz com que um gajo, traquejado, com cinquenta anos de idade, que costuma dar conselhos para se ter cuidado com os treinos debaixo do calor, se faça à estrada numas condições daquelas?
E há resposta? há, mas não digo.
E além do mais - porra para a caixinha das emoções!
(assim não vale, assim não vale.)
Às vezes acontece com um gajo; pensa que ela saiu de dentro dele e de repente...sente. É como o veneno: demora muito tempo até sair tudo do organismo.
Acontece.
publicado por maratonista às 19:49
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2005

Marlène Dietrich

No posto d'ontem veio "à baila", por intermédio de Marcello Duarte Mathias, a Marlène Dietrich. Para um cinéfilo como eu o nome suscita várias recordações. Para começar duas frases que tentaram definir/explicar Marlène e a sua influência em nós homens. Não me lembro quem foram os autores das frases mas elas aqui ficam:
- O que torna extraordinária Marlène é que ela tem, sóbria, aquele "je ne sais quoi" que apreciamos nas mulheres com um copo a mais.
- Marlène Dietrich - o nome começa como uma carícia e acaba com o som do estalar de um chicote.

Mas, acima das frases, aquilo que permanece na minha memória é o seu último concerto (Marlène também cantava). A RTP1 passou-o, na altura, e Marlène teria 65/70 anos. O concerto foi em Londres (creio que no Carnegie Hall) e foi...
é impossivel explicar! Com é que uma mulher com a idade dela conseguia passar aquele ar de diva sexual? Eu senti que era um previlegiado por estar a assistir a esse momento extraordinário. A ovação, de vários minutos, fortemente emotiva, no final de ela ter cantado o "Lili Marlene" acho que explica muito. Estavamos em presença de uma deusa. Eu, na altura com vinte e tal anos, fiquei com pena de não estar lá, ao vivo, para atirar com flores para o palco, como o fizeram centenas de felizardos.
publicado por maratonista às 20:01
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2005

Marcello Duarte Mathias

Na última página do Jornal de Letras, a autobiografia de Marcello Duarte Mathias (embaixador). Deixo-vos este parágrafo:

No fundo, o que hoje me seduz é o reverso da medalha. Algumas imagens, a título de exemplo: De Gaulle, ao longe, de bengala e sobretudo, numa praia deserta da Irlanda, em pleno inverno, após ter perdido o referendum e abandonado o poder - de súbito, tão mais velho! Mike Tysson derrotado, espapaçado ao canto do ring, de braços caídos, encostado às cordas, o olhar atarantado. Marlène Dietrich, a Marlène dos últimos anos, recusando-se a sair e a ser vista, reclusa à maneira de uma refugiada no seu apartamento da Avenue Montaigne, em Paris, à espera de morrer. Saint-Exupèry na manhã do seu último voo...

publicado por maratonista às 19:54
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