Sexta-feira, 14 de Outubro de 2005

sexta cinzenta

Sexta-feira. Ponto final na semana de trabalho e abre-se o parêntesis do fim-de-semana (daí que muitos prefeririam viver entre parêntesis). Do meu local de trabalho olho pela janela e o meu olhar perde-se a seguir uma bonita mulher, o corpo fica sentado em frente ao computador mas a mente já voa. Sexta-feira, sexta-feira, e as cinco por bater. A las cinco en punto de la tarde como diria Federico Garcia Lorca, assassinado pelos fascistas. Aqui ao lado alguém tem uma discussão consigo próprio por causa de um trabalho que fez e que vai ter que refazer, é o cansaço, é o cansaço, e a falta de paciência para nos aturarmos a nós próprios, às nossas manias, aos nossos sonhos rejeitados, às nossas esperanças perdidas em qualquer esquina da vida e que outrém encontrou a vaguear num beco escuro e com elas fez amor. Perdidas. E o tempo cinzento, como que a querer imitar a vida. Cinzento de cinza. Do lado de fora da janela passa a vida e eu aqui a espreitar como um peixinho vermelho num aquário. Bom...desde que não me afogue. Bom fim-de-semana.

publicado por maratonista às 15:41
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2 comentários:
De Anónimo a 14 de Outubro de 2005 às 23:49
bom fim de semana Carlos ( e a sexta já passou ufa!)lyra
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(mailto:notasdelyra@gmail.com)
De Anónimo a 14 de Outubro de 2005 às 18:09
Há dias em que as horas e o trabalho se arrastam e nos fazem sentir assim. Talvez a culpa seja mesmo do cinzento que por osmose nos veste a alma... ou talvez seja só cansaço. Tem um muito bom fim-de-semana. Beijinhosofia
(http://otecto.weblog.com.pt)
(mailto:otecto@gmail.com)

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