Segunda-feira, 18 de Abril de 2005

Carlos Lopes Memorial Gold Marathon

Primeiro vamos à crónica sobre a maratona de Lisboa. O tempo estava bom para correr e não havia demasiado vento. Como me correu? Enfim...sinto-me todo amarrotado. Sobre a organização tenho a dizer que foi má. Li que querem fazer desta maratona uma das melhores da Europa dentro de 5 ou 6 anos. Não vejo como. O Porto organizou em Outubro a sua primeira maratona e teve uma organização impecável, ao nível do que se faz "lá fora". Não poderiam ter aprendido com eles? Talvez que a grande diferença estaja no facto de que a maratona do Porto era organizada por atletas, para atletas e com o objectivo de servir o atletismo. E há algo que certas organizações de competições de longa distância devem saber. É que têm de ter respeito pelos atletas que deram o que têm de melhor dentro de si e que no final de uma maratona não estão muitas vezes nas melhores condições para pensarem. Ali, no Parque das Nações, o atleta que chegava ao fim de prova e que veio de longe ia tomar duche onde? Nas águas do rio? O que fizemos, nós os que viemos da zona norte, foi tirar o sal do rosto nos WC do cais do Oriente, vestir o fato de treino e apanhar o comboio para casa onde, no meu caso às seis e meia da tarde, podemos tomar um duche. Assim não. No próximo ano se quiser fazer uma maratona na Primavera vou considerar sériamente escolher ir a Madrid. Aos preços que estão hoje em dia as viagens de avião o custo de ir a uma maratona a Madrid pouco mais é que o que se gasta em ir correr a Lisboa.

Cumprido o desabafo tenho a dizer-vos que os meus herois na corrida não são os vencedores, grandes atletas e por quem tenho o maior respeito, mas os deficientes. Já estou acostumado a ver atletas de cadeira de rodas a fazer a maratona e desta vez lá estavam outra vez. A correr os 42 195 metros estava também um deficiente com uma perna artificial. A força interior destes atletas é um exemplo para todos.
publicado por maratonista às 11:58
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4 comentários:
De Anónimo a 19 de Abril de 2005 às 16:42
Olá Carlos...tens toda a razão: a maior corrida é sempre a dos que pensamos não serem capazes, a dos que não se inserem, porcaria de darwinismo...toma lá um beijo por teres falado neles! :))**so12
(http://www.naoeshomem.blogs.sapo.pt)
(mailto:so12@sapo.pt)
De Anónimo a 19 de Abril de 2005 às 13:44
coragem, resume-se a coragem, coisa já quase desconhecida, nos dias que correm...
sofialisboasofialisboa
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(mailto:sofialisboa@hotmail.com)
De Anónimo a 19 de Abril de 2005 às 13:13
Mais uma vez, estiveste por estes lados, e sempre a correr! Adorei a foto! Aposto que o duche em casa te soube bem melhor! Bjfernanda
(http://apenasmaria.blogs.sapo.pt)
(mailto:apenas-maria@sapo.pt)
De Anónimo a 18 de Abril de 2005 às 14:05
Sim, sem dúvida os deficientes... a grande força interior e a mostra em como desistir não é opção. BjinhosAragana
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(mailto:aragana@sapo.pt)

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