Quinta-feira, 25 de Novembro de 2004

Hoje está uma Quinta de recreio.

de Jorge Listopad, no JL nº 890:


«Em lugar algum se dorme tão bem como numa aldeia desconhecida, sem nome. Depois de calcorrearmos as grandes cidades do mundo, depois de termos visto os grandes espectáculos da história e vários exércitos a desfilar, depois de, eventualmente, dormir em camas doiradas, em leitos de estilo, de especial categoria, nada mais doce do que repousar na velha cama, honesta, simples, sem ornamento, que cheira a feno e a alfazema local.


Cada um de nós, é um pouco esse viajante, concreto ou mental, um Stendhal, um Paul Morand, um Nabokov, um Hesse, viajantes, cada viagem - um sonho escrito, cada viajem uma aventura entre um eu e o mundo, e depois toda a gama de regressos possíveis. Num desses regressos, para-se numa aldeia desconhecida, lugar de ninguém, zona sem história e mesmo assim, a ruína do futuro, mas onde se dorme tão bem, sem enrugar os lençóis até à manhã seguinte...»


Do mesmo JL, da secção o homem do leme de Manuel Halpern fico a saber de um novo site que ajuda a desfazer dúvidas www.priberan.com . Bom proveito.

publicado por maratonista às 15:53
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1 comentário:
De Anónimo a 25 de Novembro de 2004 às 17:10
Sem dúvida que é bom uma cama honesta, simples com esses cheiros!... Eu costumo dizer que viajar para mim é bom assim: ir andando e quando gosto para e fico o tempo que me apetecer e enquanto me sentir bem. Nem sempre é possível, então valem-nos os sonhos, que reproduzimos na escrita através das palavras...Se quiser visitar o blog de uma amiga é: http://docerebelde.blogs.sapo.pt. Fique bemAzle
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(mailto:Azle2004@mail.pt)

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