Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004

Memórias do Muro de Berlim

Pouso os meus lábios
sobre a tua testa.
Está fria, meu amor.

Fascinado ponho
a mão no teu peito amado.
Não sinto o coração.

-Morreste, meu amor?

Mas não quero acreditar.
Tento enganar-me:
-está apenas adormecida.

Mas ao pousar os lábios
meus, sobre os teus,
noto-os gelados.

-Tenho medo, meu amor.

Tu não podes ter morrido.
Essas balas que te furam
são fingidas.

(Não, não. São verdadeiras.)

E chorando, fico quieto,
encostado ao muro.
Do lado de lá
fica a liberdade.
publicado por maratonista às 00:05
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2 comentários:
De Anónimo a 11 de Agosto de 2004 às 12:46
Um dos meus livros de eleição "vai onde te leva o coração" de Susanna TamaroGonçalo Trafaria
(http://evasoes.site.vu)
(mailto:GoncaloTrafaria@medcenter.com)
De Anónimo a 11 de Agosto de 2004 às 11:51
Olá Carlos!Bom dia!gostei mt deste poema mas é tao triste ;( puke e k smp k leio um poema deste tipo me ponho na pele do poeta a sentir toda essa dor? beijinho***Tita
(http://www.titinhah.sapo.blogs.pt)
(mailto:titinhah@hotmail.com)

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